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Sopa Borsht de Beterraba, dos Eslavos do Paraná

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O Grande Guerreiro Otomano – Ertugrul Dirillis (Netflix) Os primeiros registros dessa raiz surgiram por volta do século XVIII AC, na Mesopotâmia e no Egito. O país de origem porém, é a Península dos Balcãs, pois a beterraba na época dos eslavos mais antigos que foram citados crescia no território da Sérvia (antiga Ioguslávia) aos poucos, foi absorvida pelos habitantes locais e levada para a Romênia, espalhando-se para a Europa. Os r omanos e gregos usavam. Porém foram os eslavos dos Balcãs e Cáucaso os maiores consumidores, visto que usavam a beterraba pra tingimento dos tapetes fabricados pelas tribos nômades. A raiz fervida resultava na cor que transitava do bordô ao pink e rosa claro. Era usada nas comidas servidas com iogurtes e cremes de nata. A mais famosa é a sopa Borsht, feita de carne e o legume. Popular entre vários povos eslavos que reivindicam sua nacionalidade, é um dos pratos típicos dos ucranianos que vivem no Brasil. É uma sopa rica, quente e a beterraba, um de seus pr...

Arroz de Cordeiro e a Origem da Tribo Kayi

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Ressurection Dirillis (Netflix) O historiador otomano Edris Bedlisi, (869/1465 fol. 18ª de Escritos guardados na Biblioteca do Palácio Topkapi, na Turquia) escreveu que a linhagem de Oguz Khan remonta a Esaú, que após perder a progenitura para seu irmão gêmeo Jacó, foi à Turcomênia (hoje Turcomenistão, na fronteira com a Pérsia, atual Irã). Nas estepes geladas do Cáucaso se instalou com seus rebanhos e formaram as primeiras tribos nômades turcas. Bedlisi acrescenta que Esaú passou a se chamar Qayti Khan e teve um filho chamado Oguz. Portanto Esaú era o pai de Oḡuz Khan, o patriarca da tribo Kayi. O epíteto Khan significa Governador, e era usado também pela Dinastia de Gengis Khan, daí a falsa ligação com o Tengrismo. A lenda popular do final do século XV Ṣaltuq-nama inclui uma narrativa semelhante, conectando a dinastia otomana a Esaú. Quando nasceram seus dois filhos Ismael e Isaque, Abraão dividiu as terras, cabendo a Isaque ficar com Canãa, atual Estado de Israel. A Ismael coube a ...

Varênye de Pinheiro com nozes

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Varênye é como os cossacos nominam compota. O Norte da Rússia e grande parte da Sibéria são famosas pelas florestas de pinheiros, que são encontrados em toda a Eurásia. As tribos nômades, na safra de brotos se preparam para fazer e guardar o mel de pinheiro, utilizando inclusive a resina colhida pelas mulheres, para dar gosto ao melado fortificante, que fornece calor ao corpo nas estepes geladas do Cáucaso. Este mel é que os kays usavam em suas viagens, em bolsas de pele de cabra. Os Cossacos tártaros Turcomanos são um grupo turco étnico estimado em 10 milhões de pessoas no fim do século XX. A Rússia é o lar da maior parte dos tártaros, com uma população de cerca de 5.500.000 pessoas. A Turquia, Uzbesquistão, Cazaquistão, Ucrânia,Tadjiquistão, Quirquistão, Turcomenistão e Azerbaijão também têm populações de tártaros superiores a 30.000 pessoas. Os tártaros habitavam originalmente o nordeste do Deserto de Gobi, o quinto maior deserto do mundo localizado na China e região sul da Mongóli...

Pato e Marreco Recheado

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Peito de Ganso ao Molho de Cerveja Negra e Alecrim  Ingredientes: 1 ganso (ou pato ou marreco) inteiro, desossado temperado com marinada de alecrim, deixado de molho na cerveja preta de véspera. 1 cerveja preta pequena Sal, 2 cebolas grande, 5 dentes de alho 1 copo de azeite de oliva Especiarias: louro, orégano, curry, tomilho, cardamomo pisado, pimenta negra em grão, pimenta vermelha fresca Ervas frescas: manjericão, salsinha, cebolinha para finalizar o molho Enfeites: ramo de alecrim grande, pistaches Modo de fazer a ave escolhida Cortar o ganso, pato ou marreco pelas costas, retirar com uma faca afiada a coluna desde o pescoço até a sambiquira, retirar também os ossos das pernas.  Salpicar sal e colocar na marinada na véspera, com as especiarias e a cerveja preta. Virar uma vez para pegar cor e gosto dos dois lados.  Antes de assar no dia seguinte, retirar da marinada e amarrar a carne, apertando bem e enrolando como um pacote.  Regar com um pouco de azeite de oli...

Pãozinho de Pinhão com Alho e Açafrão

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Utilizado fartamente na cozinha mediterrânea, o alho é usado desde a antiguidade como remédio. Descoberto no Antigo Egito entrava na composição de vários medicamentos. Foi nominado pelos médicos egípcios de Rosa Fétida. Embora ainda existam controvérsias, a maioria dos estudiosos aponta que o nascimento do alho remonta cerca de seis mil anos e ocorreu no continente asiático, mais precisamente no deserto da Sibéria, de onde posteriormente teria sido transportado para o Egito, para o Extremo Oriente, por meio do comércio com a Índia e, finalmente, para o continente europeu. Uma diversidade de acontecimentos remotos circunda o uso do alho pelas sociedades da antiguidade e do período medieval. Na sociedade egípcia, por exemplo, sete quilos de alho eram suficientes para que se comprasse um escravo, ao mesmo tempo em que os trabalhadores atuantes na construção das pirâmides recebiam uma quantia em alho como parte de pagamento e também de sua alimentação diária, tendo em vista a crença de que...

Peito de Perdiz com Molho de Iogurte e Romãs

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Prato da Cozinha egípcia com pimentas, romãs e molho de iogurte. O iogurte era usado pelas mulheres no antigo Egito, como elixir da vida. Passado no rosto para clarear a cútis das rainhas e damas da corte, dava a elas a pele de pêssego com a qual são conhecidas até hoje. Nefertiti, a Rainha do Nilo e suas seis filhas comiam iogurte no café da manhã, com castanhas e frutas cristalizadas ao sol. Ingredientes 4 peitos de perdiz (ou peito de frango desossado) 2 potinhos de Iogurte Natural 1 romã, pimenta rosa e negra Sal à gosto, 1 limão Manteiga 1 colher de sopa de farinha de trigo para o roux 1 copo de leite Modo de Fazer Temperar o peito com sal, limão e as pimentas. Levar ao forno médio até dourar levemente. Cobrir com as romãs e o molho de iogurte. Para o molho, fazer um roux aquecendo a manteiga, tostando levemente o trigo e misturando rapidamente o leite. Ferver até borbulhar e adicionar o iogurte e pitada de sal. Após aquecido, desligar antes de borbulhar. É um prato rápido, leve e...

Pão de Trigo Sarraceno e Coalhada com Flor de Cebolinha

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1. COALHADA COM FLOR DE CIBOULETTE Esmague com o garfo 300g de ricota, misture com 1 copo de coalhada e tempere com cebolinha, nozes, sal e azeite de oliva. As ciboulletes possuem uma flor comestível, de cor lilás perfeita para decoração. 2. PÃO PRETO DE TRIGO SARRACENO OU MOURISCO O trigo sarraceno é uma planta da família do ruibarbo e das azedinhas, parecida com o trigo. Tem pouco açúcar, sabor agradável e forte de noz e é indicado para consumo para atletas, diabéticos, celíacos pois é uma semente sem glúten. Sarracenos eram os povos nômades de origem árabe, designa vários povos muçulmanos, como berberes, norte-africanos e os convertidos ao Islamismo. É conhecido por mourisco, nominativo dos muçulmanos da Península Ibérica, descendentes dos africanos da Mauritânia chamados de mauros, os mouros da Inquisição Espanhola. É dado como o prato mais antigo da comida dos judeus imigrantes, muito usado também pelos celtas eslavos, russos e bretões. Na Bretanha é usada para crepes salgadas, ch...

Pão de Pinhão com Damasco e Tâmaras (Scones)

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Scones - Pão Ritualístico.  Pão de Pinhão com damasco e Tâmaras Receita que remonta os antigos galeses, é um pequeno pão redondo, fermentado com levedura natural. Deriva do schonbrot, palavra alemã que significa pão fino, no sentido de refinado. A receita viajou para todos os cantos do mundo, com centenas de modos e infinitas variações de ingredientes. O princípio básico, no entanto, deve ser mantido, que é a textura densa, porém leve e quebradiço. Podem ser servidos com ingredientes doces como compotas, mel, queijos, ou com inúmeros ingredientes à escolha. Este scone cuja receita é apresentada, nos trouxe a Chefe de Reposteria Rita. Diz ela no aprazível descritivo da receita em seu blog, que no início da primavera Madrid explode em flores de lavanda. Em quase todos os parques e até mesmo em algumas rodovias, as delicadas florzinhas lilases estão em toda parte. É uma visão tão bonita que ela foi inspirada a usar a planta perfumada em algumas receitas, incluindo scones. O aroma dos...

Pão de Pinhão

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PÃO DE PINHÃO Molde em forma comuns, ou em pequenas bolas, ou em tranças. O formato seguirá a necessidade da receita ou da decoração. Ingredientes: 1 kg de farinha de trigo especial 100 gramas de farinha de coco 10 gramas de fermento biológico seco 20 gramas de açúcar mascavo 10 gramas de sal 200 gramas de creme de leite fresco 400 a 500 gramas de água morna (aproximadamente) 200 gramas de pinhão cozido e triturado   Modo de Fazer Em um recipiente grande misturar as farinhas, o fermento, o açúcar e por último o sal. Aos poucos ir acrescentando a água e o creme de leite até umedecer completamente as farinhas, misturar e amassar bem até ficar com a mão limpa. Deixar a massa descansar por 10 minutos e na sequência iniciar a sova que poderá ser manual ou com uso de cilindro de massas. Sovar por aproximadamente 20 minutos até a massa ficar lisa. Abrir a massa em superfície enfarinhada, espalhar o pinhão cozido e misturar bem, sovando novamente por mais 2 a 3 minutos. Dividir a mass...

Paçoca de Pinhão

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“ Os índios escolhiam capões de pinheiros para construir suas cabanas, pois em torno deles garantiam sua alimentação com os bandos de pássaros, antas, catetos, cutias e tatus que vinham em busca do pinhão, a semente da árvore” – contavam os livros de histórias. Os índios processavam a paçoca de pinhão, a iguaria com a qual receberam os desbravadores, muito tempo antes do Brasil ser completamente descoberto. Os pinhões eram assados numa fogueira, descascados e depois moídos com pedras lisas pelos nativos, que também presenteavam com enormes cestos de frutas, sorridentes e civilizados. Com esta iguaria, na sombra assustadora de um pinheiro enorme, o descobridor das Cataratas do Iguaçu, o adelantado espanhol Dom Cabeza foi recebido aos pés das fogueiras onde se sentavam os chefes das tribos e a ele foi ofertada a comida reservada a visitantes ilustres, paçoca feita com farinha de pinhão, conforme contado pelo historiador paranaense Romário Martins. Foto Adalberto Camargo Conviveu por mui...